Solimão, o Grande
Solimão II, chamado o Grande, o Magnífico, o Conquistador e o Legislador, foi célebre sultão otomano e um dos mais famosos príncipes maometanos. Sucedeu a seu pai, Selim I, em 1520. Havia nascido em 1495. Seu primeiro acto de governo foi muito bem acolhido pelo povo, pois devolvia os bens àqueles a quem haviam sido confiscados durante o reinado anterior, isto após haver realizado a regulamentação administrativa interna. Teve a preocupação de não conceder cargos públicos senão àqueles que, por idoneidade ou honradez, se faziam deles merecedores. Depois de haver sufocado a rebelião de Gazeli, governador da Síria, e de haver destruído os mamelucos, concluiu a paz com a Pérsia; e, aproveitando-se hàbilmente das re-lações com Carlos V, imperador da Alemanha e rei da Espanha, e Francisco I, rei da França, tentou levar as suas armas ao centro da Europa. Sob o pretexto de haver sido insultado na pessoa do seu embaixador, em 1521, marchou contra a Hungria, apoderando-se de Belgrado e de outras importantes cidades.
Os feitos de armas de Solimão II foram múltiplos: em 1522 apoderou-se da ilha de Rodes; cercou Viena em 1529; combateu contra Carlos V e Veneza de 1530 a 1531; apoderou-se da Pérsia, da Geórgia, de Túnis e de Argel e conquistou as possessões venezianas na Moreia e no Arquipélago. A sua obsessão de toda a vida foi a ocupação total da Hungria, havendo, porém, fracassado em várias das tentativas. A ambição levou-o a sustentar uma guerra de dez anos, que não lhe deu também resultado, pois finalizou com um tratado. Depois de haver tentado em vão a conquista da ilha de Malta, e após outras operações sem êxito, morreu diante de Szigeth, em 30 de Agosto de 1566.
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