Safra dos Séculos.

O primeiro Condestável português foi D. Álvaro Pires de Castro; e a segundo, D. Nunes Álvares Pereira.
Este lugar de honra foi criado, em 1382, pelo rei D. Fernando.

No princípio da monarquia eram dados aos possuidores de riquezas que à custa própria sustentavam gente de guerra os títulos de «ricos homens». No Livro das Linhagens, do conde D. Pedro, lê-se que el-rei D. Afonso fez rico-homem a D. Rui Gomes de Briteiros, e lhe deu pendão e caldeira. D. Afonso IV concedeu o mesmo título e insígnias a Lopo Fernandes Pacheco.
Ainda no tempo de D. Manuel havia ricos-homens e ricas-donas, que eram as mulheres destes. No pendão levavam uma caldeira pintada, sinal de terem de sustentar gente na guerra.
Eram mestres de campo e generais nas acções guerreiras.

Armeiro-mor. — Este cargo era servido por um oficial-mor da Coroa e Casa Real. Tinha de prover no Reino todos os lugares de armeiro, e outros; mandar fabricar armas, por conta da Fazenda Nacional, e guardar os pertences bélicos. Com o estabelecimento dos arsenais deixou o armeiro-mor de ter parte da sua responsabilidade.
Este e o cargo de oficial-mor da Coroa andaram reunidos na casa dos condes de Mesquitelo.

Foi D. João III, quando esteve alojado no mosteiro de Santa Cruz, de Coimbra, e foi servido pelos criados do D. Prior, que deu a estes o título de moços-fidalgos.

Em 1501, querendo D. Manuel I passar a África, reuniu 400 embarcações. D. Jaime, 4.° Duque de Bragança, foi à conquista de Azamor com 400 velas, 19.000 infantes e 2.750 homens a cavalo.

Como é sabido, foi D. João IV que tomou a Virgem da Conceição por padroeira do Reino. Desde então; os nossos monarcas, em testemunho de reverência e religiosa abdicação, não tornaram a pôr a coroa real na cabeça.


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